A Constituição da República Federativa do Brasil, aprovada em 1988, estabelece no parágrafo único do artigo primeiro que “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Isso vale dizer que o poder constituinte, quando elaborou nossa Carta Magna, manteve os mesmos preceitos de Constituições anteriores, onde sempre se notou que ao povo cabe a responsabilidade maior de determinar os rumos da Nação. Responsabilidade que é transferida, momentaneamente, aos representantes escolhidos pelo próprio povo para gerir seus interesses. Essa forma de agir sempre funcionou assim e é assim que deve funcionar no regime governamental democrático de direito que, até então, é o nosso sistema de governo.
Ocorre, todavia, que desde algum tempo até os dias de hoje, nosso povo está, sistematicamente, sendo doutrinado a não reagir. Dizem alguns que isso se deu desde a revolução. Esse processo de “não reação” foi lento, mas cada vez vem agindo com maior intensidade.
Nosso povo, onde todos estão incluídos, que já é pacato por tradição histórica, acabou ficando extremamente acomodado e, de certa forma, covarde, não reagindo para nada, pois acha que tudo é de responsabilidade dos dirigentes escolhidos, os quais, a cada nova gestão vão se tornando cada vez menos capazes de sequer sugerir alguma medida que venha de encontro ao interesses do povo que os elegeu. Isso faz com que o mal sobreponha ao bem e tudo aquilo que não presta acabe tomando proporções gigantescas.
Não reagimos para nada nem por nada. Seja um ser humano caindo na calçada, pois isso é da competência da Assistência Social e não nossa; seja um garoto pixando um muro ou parede, pois é da competência da polícia e, afinal, o muro ou a parede não são da nossa casa; ou alguém sendo assaltado em plena luz do dia, pois afinal, além de ser de competência da polícia, o meliante pode estar armado e nos foi ensinado que não devemos reagir.
Isso faz, conforme dito acima, que o mal o sobrepõe ao bem e tudo aquilo que repudiamos apareça com maior ênfase e cada vez, com mais ousadia e maior freqüência. Então, quando presenciamos uma ação criminosa de grande porte, ficamos todos sugerindo medidas que possam solucionar ou amenizar o problema, tias como a instituição de pena de morte, redução da idade penal, etc., etc., etc., porque é sempre bastante chocante presenciar alguma ação negativa de alto vulto, pois as pequenas já nos acostumarmos com elas. Dentro em breve, estaremos conformados com as grandes também. Por isso, usando os poderes que nos são atribuídos pela nossa Constituição, precisamos reagir, ou melhor, ensinar a reagir. No post abaixo está uma sugestão. Se você concorda, cole em seu blog o banner e ajude a divulgar. Ou faça alguma coisa.
É um processo lento, como foi lento o processo de não reação e talvez nossa geração não veja resultado algum, mas se não for tomada alguma atitude nesse sentido, só nos resta lembrar as palavras que o sacerdote pronuncia quando realiza um casamento. “Se alguém te alguma coisa contra, fale agora ou cale-se para sempre”.